Chás anti-inflamatórios ajudam? Entenda benefícios e limitações segundo a ciência

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O consumo de chás com propriedades anti-inflamatórias tem se popularizado, mas seus efeitos são limitados e não substituem tratamentos médicos. Segundo especialistas, inflamação é uma resposta natural do organismo a agressões, como infecções e lesões. Porém, quando se torna crônica, contribui para doenças como obesidade, diabetes, problemas cardiovasculares e intestinais.
Chás como camomila, chá verde, erva-doce e hortelã possuem compostos bioativos, principalmente polifenóis, que ajudam a modular a inflamação e atuam como antioxidantes. Eles podem aliviar desconfortos, melhorar a digestão e auxiliar na prevenção de doenças, desde que aliados a uma alimentação equilibrada e hábitos saudáveis.
Porém, os estudos em humanos ainda são limitados. A eficácia varia conforme o tipo de inflamação, hábitos de vida e concentração dos ativos presentes.
Nem toda planta ou parte dela é indicada e segura para o preparo dos chás. Por isso, a Anvisa disponibiliza uma lista das espécies vegetais e suas respectivas partes autorizadas para o preparo de chás no Brasil – a Instrução normativa n° 159, de 1° de Julho de 2022.
Chã de camomila é um dos chás que ajudam, tendo ação anti-inflamatória e calmante, além de ajudar no sono (Foto: Reprodução)
Entre os chãs mais estudados estão:
• Camomila: leve ação anti-inflamatória e calmante, melhora o sono.
• Chá verde e preto: ricos em catequinas, ajudam na saúde cardiovascular e reduzem inflamação sistêmica.
• Erva-doce: auxilia na digestão e tem efeito anti-inflamatório local.
• Hortelã: melhora desconfortos digestivos e possui ação anti-inflamatória leve.
A inflamação pode ser causada por má alimentação, sedentarismo, estresse, tabagismo, álcool, poluição e excesso de gordura corporal. Alimentação equilibrada, sono de qualidade e atividade física são os pilares para prevenir inflamações crônicas.
Inflamações que a alimentação pode ajudar a controlar
• Metabólicas: ligadas ao excesso de gordura, especialmente na região abdominal. Estão presentes em casos de obesidade, diabetes tipo 2, síndrome metabólica e doenças cardiovasculares.
• Intestinais: causadas por desequilíbrios na microbiota, como na síndrome do intestino irritável, doença de Crohn e colite ulcerativa.
• Vasculares: comprometem os vasos sanguíneos e favorecem a formação de placas, levando a problemas como aterosclerose, infarto e AVC.
• Sistêmica e do envelhecimento: inflamação crônica e silenciosa, comum no envelhecimento. Está relacionada a osteoporose, demência, câncer e doenças cardíacas.
• Alergias e sensibilidades alimentares: resposta inflamatória a certos alimentos, como leite, glúten, ovo e amendoim, além de quadros como doença celíaca.



