Uma explosão em um trem da linha 12-Safira paralisou o funcionamento do trecho durante toda a manhã desta quinta-feira (23). O problema afetou, ainda, a circulação nas linhas 11-Coral e 13-Jade. Essas são três das principais linhas ferroviárias da região metropolitana de São Paulo, concedidas pelo governo de Tarcísio de Freitas.
Um dos passageiros que estava presente na linha no momento do desligamento de energia disse que a primeira reação das pessoas foi acionar o botão de emergência disponível, no entanto, segundo ele, os alarmes não funcionaram. A declaração foi dada ao programa Bom Dia São Paulo, da TV Globo.
À TV Globo, o diretor de operação da Trivia Trens, empresa que opera a linha, Paulo Ferreira, afirmou que o botão de emergência é elétrico e só funciona se o trem estiver energizado.
Nesta manhã, passageiros tiveram que abandonar os trens e andar pela via até a estação mais próxima.
No momento, os trens da Linha 11-Coral circulam entre as estações Guaianases e Barra Funda, enquanto a Linha 12-Safira opera parcialmente entre as estações Engenheiro Goulart e Calmon Viana. A operação da Linha 13-Jade continua interrompida por medida de segurança.
Caos nos trens
A circulação dos trens das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foi interrompida por volta das 5h40 desta quinta-feira (23) após uma falha em um trem provocar uma ocorrência elétrica entre as estações Tatuapé e Brás. Segundo a concessionária Trivia Trens, o problema causou um incêndio e o desligamento das subestações de energia que abastecem as três linhas.
A pane elétrica afetou o trecho entre Brás e Bresser-Mooca e levou à paralisação da operação. A interrupção ocorre em meio ao aumento de problemas registrados na Linha 11-Coral durante o período de transição da operação da CPTM para a Trivia Trens.
Nos dois últimos meses da chamada “operação assistida”, foram registradas ao menos 11 falhas na linha, que liga Mogi das Cruzes à estação Palmeiras-Barra Funda e é a mais movimentada da rede metropolitana.
Em nota, a Trivia Trens informou que promoveu mais de 1.300 horas de treinamento para equipes de atendimento, segurança, tráfego e manutenção durante a transição da concessão, além de contar com profissionais oriundos da CPTM.
A concessionária afirmou ainda que, nos próximos dois anos, pretende substituir 35 quilômetros de trilhos, trocar 10 mil dormentes e realizar intervenções prioritárias em cerca de 300 pontos com restrições operacionais.
Em uma etapa posterior, a empresa prevê a renovação completa da via permanente, incluindo trilhos, rede aérea de energia e sistemas de sinalização, além da construção de oito novas estações e da reconstrução de outras quatro. Segundo a concessionária, as obras fazem parte de um plano para reduzir falhas e melhorar a confiabilidade do serviço.




