Advogados confirmam morte de ‘Sicário’, membro da milícia de Vorcaro, em hospital de MG

Advogados confirmam morte de ‘Sicário’, membro da milícia de Vorcaro, em hospital de MG
Publicado em 07/03/2026 às 10:10

A defesa confirmou na noite desta sexta-feira (6) a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, apontado como integrante da milícia ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Conhecido pelo apelido de “Sicário”, ele havia sido preso na quarta-feira (4) durante uma nova fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

Segundo nota emitida pelos advogados, Mourão morreu às 18h55 após a conclusão do protocolo de morte encefálica iniciado na manhã do mesmo dia. O suspeito estava internado desde que tentou tirar a própria vida dentro de uma cela da Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal.

A Polícia Federal (PF) abriu inquérito na quinta-feira (5) para apurar a circunstância da custódia de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão.  De acordo com a nota divulgada nesta quarta-feira (4), dia da prisão de Vorcaro e Mourão,  ele “atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais”. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que “toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados sem pontos cegos”.

Mourão era considerado pela PF um dos operadores centrais de um grupo conhecido como “A Turma”, responsável por ações de monitoramento e coleta de informações sobre pessoas consideradas adversárias de Vorcaro. Mensagens apreendidas indicariam conversas entre os dois sobre a possibilidade de intimidar o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, por meio de um assalto, além de outras discussões envolvendo ameaças a desafetos.

Em Minas Gerais, onde também era chamado de “Mexerica”, Mourão tinha histórico de envolvimento em crimes como estelionato, associação criminosa, falsificação de documentos e delitos contra a economia popular.  Ele era conhecido por atuar em esquemas de pirâmide financeira, agiotagem e negociações fraudulentas envolvendo veículos. Desde 2021, respondia a um processo na Justiça de Belo Horizonte por organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra a economia popular, acusações que sua defesa sempre contestou.