Por Lívia Mendonça – Tempo Real RJ
A Operação Ouroboros, iniciada nesta quinta-feira (09) pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) para investigar fraudes de R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole, foi descoberta após um trabalho conjunto. O governo do estado identificou indícios de irregularidades nos contratos, por meio de auditoria realizada pela Controladoria Geral do Estado (CGE) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no IRM.
A operação denunciou 11 pessoas por organização criminosa, corrupção passiva, fraude de licitação e lavagem de dinheiro. Até o momento, cinco pessoas já foram presas — entre elas, Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do IRM.
Após a conclusão dos relatórios, o governo encaminhou o material ao MPRJ
Concluídos os relatórios, por meio de auditoria, o governo do estado enviou o material ao MPRJ, que aprofundou a apuração, reuniu as provas necessárias e solicitou as medidas judiciais cumpridas na manhã desta quinta-feira.
O IRM é uma autarquia cuja presidência possui mandato fixo de quatro anos. Diferentemente de cargos de livre nomeação e exoneração, a atual gestão foi nomeada na administração anterior, com mandato até o final de dezembro de 2026.
Família Knoploch na mira do MPRJ
Diretor de planejamento e projetos do IRM e membro da comissão de licitação, Mauricio Silva Knoploch — pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) — está entre os alvos da operação de hoje. Apontado como articulador do direcionamento das licitações em favor das contratadas, ele é considerado foragido.
A nora de Maurício, Amanda Íthala Santos da Paschoa, gestora de contratos do IRM, foi presa na operação.




