(Folhapress) – O presidente Lula (PT) escolheu a senadora Teresa Leitão (PT-PE) como nova líder do governo no Senado. O cargo havia ficado vago depois da saída de Jaques Wagner (PT-BA), que foi alvo de operação da PF (Polícia Federal).
“Designei a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado com a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população brasileira que estão em tramitação, como o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança, entre outros”, anunciou Lula em seu perfil no X, antigo Twitter.
Um dos aliados mais próximos de Lula, Jaques Wagner deixou a liderança do governo na quarta-feira (24) depois de uma conversa com o presidente. Ele resistia à hipótese de se afastar.
A fase da Operação Compliance Zero deflagrada pela PF na última semana apura suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Além de Wagner, foram alvos Augusto Lima e Eduardo Sodré Martins, enteado de Wagner e secretário no governo Jerônimo Rodrigues (PT-BA).
Os investigadores identificaram um pagamento de R$ 3,5 milhões de uma empresa ligada a Lima ao “núcleo familiar” de Wagner, o que, segundo o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, é uma das evidências de proximidade entre o parlamentar e o senador.
Wagner também teria recebido de Lima um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões, além de viagens gratuitas em jatinhos ligados ao Master, e ingressos para assistir a um show de uma “cantora internacional” em Los Angeles, em 2023.
Em endereços ligados ao senador, agentes da Polícia Federal encontraram US$ 55 mil e 33 mil euros (cerca de R$ 471 mil, em valores atuais).
Na última segunda-feira (22), a defesa de Wagner apresentou recurso contra decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou a busca e apreensão nos endereços do senador. No pedido, a equipe negou a acusação da PF de que Wagner tenha atuado em favor do Master no Congresso Nacional e afirmou que há “erros graves” na medida.




