Os negociadores paquistaneses que mediaram as conversas entre Irã e os EUA anunciaram nesta noite de domingo que Washington e Teerã chegaram a um acordo de paz. O pacto será assinado na sexta-feira, na Suíça.
A guerra que começou no dia 28 de fevereiro, sem que a Casa Branca jamais tenha explicado os motivos reais, estava abalando a popularidade de Trump. Com as eleições legislativas se aproximando, ele estava sob pressão para chegar a um acordo, mesmo que seus objetivos não tenham sido atingidos.
No sábado, Donald Trump já havia insistido que um acordo era iminente. Mas os iranianos negaram e indicaram que os prazos não teriam sido fechados. O pacto chegou a ser colocado em risco, depois que Israel voltou a atacar o Líbano, na manhã deste domingo.
Mas a opção dos negociadores foi por continuar a buscar um acordo, o que teria sido finalmente obtido. Sua assinatura definitiva, porém, ocorrerá em Genebra.
O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, nas redes sociais.
Segundo ele, ambos os lados declararam o “cessar imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano”.
O primeiro-ministro agradeceu aos EUA e ao Irã por seu compromisso, bem como ao Catar por seu apoio “para alcançar este acordo”. “Gostaria também de agradecer especialmente à liderança visionária do Reino da Arábia Saudita e da República da Turquia por suas imensas contribuições a este respeito”, acrescentou.
Uma série de reuniões ocorrerá esta semana para estabelecer as bases para as negociações técnicas e a cerimônia oficial de assinatura, concluiu.
Trump: Deixem o petróleo fluir
Instantes depois, foi a vez de Trump ir às redes sociais para comentar o anúncio:
O acordo com a República Islâmica do Irã está concluído. Parabéns a todos! Autorizo integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir! Presidente DONALD J. TRUMP
Mais cedo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o governo não cederia a pressões externas. “Não nos curvaremos a nenhum poder, mas nos consideramos responsáveis e devemos prestar contas ao povo iraniano e às suas demandas legítimas”, disse Pezeshkian.
Ele afirmou que o governo tem o dever de apoiar aqueles que defendem o país e a segurança pública, acrescentando que o Irã não pode pedir aos combatentes que se mantenham firmes enquanto ignora “seu apoio, instalações e necessidades”.




