Pedreiro que matou ex a facadas fingiu comoção e tentou chorar antes de ser descoberto, diz família

Pedreiro que matou ex a facadas fingiu comoção e tentou chorar antes de ser descoberto, diz família
Publicado em 17/07/2026 às 8:25

Vídeo mostra mulher pedindo socorro após ser esfaqueada por ex no litoral de SP
Severino Alves Pereira, o pedreiro de 56 anos que matou Paula Santos da Silva, de 37, a facadas em São Vicente, no litoral de São Paulo, tentou chorar e fingiu estar comovido antes de a polícia descobrir que ele era o autor. O comportamento do homem na delegacia foi relatado ao g1 pela irmã da vítima.
“A gente ficou incrédulo porque imaginávamos que tinha sido qualquer outra pessoa menos ele, porque ele estava lá [na delegacia] solícito”, contou a irmã mais nova da vítima, Beatriz Santos Freitas, de 29. “Ele até meio que tentou chorar ali. Agora, lembrando assim, ele fingiu uma comoção”.
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Beatriz explicou que só tinha conhecimento de que Severino prestava serviços de manutenção para Paula. Ela destacou que a irmã nunca comentou ter tido nenhum tipo de relacionamento com o pedreiro, e sim que estava apaixonada por um policial que conheceu na capital paulista.
Inclusive, a irmã acredita que essa tenha sido a motivação do crime. “Ela deixou de dar atenção para esse senhor, que é esse Severino. E aí ele deve ter se sentido ferido e tudo mais, e fez isso […]. Esse policial era quem ela amava mesmo, isso eu tenho certeza. Esse cara que brotou do nada é que eu não sei. Não sei se ele mentiu, não sei se ele achou que tinha alguma coisa com ela e ela deu esperança”.
Paula Santos da Silva, de 37 anos, foi morta esfaqueada por Severino Alves Pereira, de 56, em São Vicente (SP)
Redes Sociais e Arquivo Pessoal
Encontro na delegacia
Após o ataque contra Paula, Severino retornou ao condomínio para ver a filha da vítima, de 9 anos, e chegou a acompanhar a criança até a delegacia. Na ocasião, ele ainda não havia sido reconhecido como autor do crime e se identificou aos policiais e às testemunhas como companheiro da mulher.
A irmã de Paula afirmou que conheceu o homem na delegacia, quando ele a chamou para conversar. “Falou que era noivo dela, que o casamento já estava marcado, que comprou um apartamento para ela. A gente ficou sem entender nada porque a gente nunca tinha visto ele, não conhecia ele, ela nunca tinha falado dele para a gente. Eu estava desesperada naquele momento e nem consegui processar”, disse.
Beatriz, o marido dela e o pai da filha de Paula foram liberados pela polícia para resolver as questões do velório. A família descobriu que Severino tinha sido o autor do assassinato por meio de uma reportagem.
“Eu nunca imaginei que isso pudesse acontecer com a minha irmã. A gente imagina e vê na televisão muitas coisas, mas com a família da gente não. Nunca”, lamentou Beatriz.
A familiar acrescentou que voltou à delegacia para tentar conversar com Severino e entender a motivação do crime, mas a recepcionista não permitiu a entrada dela.
Beatriz Santos Freitas com a irmã Paula Santos da Silva, morta a facadas em São Vicente (SP)
Arquivo Pessoal
Luto
Beatriz contou que mantinha a comunicação com a irmã por telefone, pois sempre moraram em cidades diferentes. Em dezembro de 2025, Paula se mudou para São Vicente com a filha para ficar perto dela e do pai da criança.
“Era uma pessoa alegre, dócil, prestativa demais. Talvez tenha sido por isso que aconteceu essa coisa toda porque ela era uma pessoa que dava atenção demais para todo mundo. Era uma ótima mãe, cuidava da filha de uma forma surreal e sozinha”, destacou Beatriz.
Ainda de acordo com ela, o velório aconteceu na quarta-feira (15), em São Vicente. O corpo foi sepultado em Bananeiras, na Paraíba, na quinta-feira (16), para os pais e os outros três irmãos de Paula conseguirem se despedir.
Relembre o caso
Vídeo mostra ataque de homem que matou a ex-companheira a facadas no litoral de SP
Paula e Severino mantiveram um breve relacionamento. Sem aceitar o término, o homem esperou a mulher sair do trabalho na segunda-feira (13) e a atacou com facadas na barriga e no pescoço, na Rua Tibiriçá, no Centro da cidade.
A vítima conseguiu percorrer alguns metros antes de cair em frente ao edifício onde morava, na Rua Frei Gaspar, ainda no Centro da cidade. Imagens de monitoramento registraram a mulher caminhando com dificuldade e pedindo socorro.
Severino foi reconhecido pelas câmeras de monitoramento e, ao ser questionado pela polícia, confessou e detalhou a dinâmica do crime. Segundo o depoimento, ele atacou Paula e, em seguida, foi até a Ponte Pênsil para descartar a faca. Depois, seguiu para a Praça da Biquinha, onde lavou as mãos.
Ainda conforme o relato, ele passou a receber ligações de funcionários do prédio. O suspeito disse que retornou ao condomínio para saber como estava a filha de Paula e encontrou os policiais no local. Acompanhado por um agente, ele foi até o apartamento, de onde a criança foi retirada e levada à delegacia. O pai da menina foi acionado e ficou responsável por ela.
O homem foi preso em flagrante após confessar o assassinato. Ele deve responder por feminicídio qualificado, com as agravantes de recurso que dificultou a defesa da vítima e emboscada.
Infográfico – Mulher é esfaqueada pelo ex no litoral de SP
Arte g1
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